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ÍNDIO QUER MAIS QUE APITO

As políticas públicas que o estado brasileiro tem proporcionado para os povos indígenas ainda seguem um modelo estruturado no período liderado pelo Marechal Rondon iniciado na década de 1950 e expandida na geração do indigenismo, cujos ícones referenciais: os irmãos Vilas Boas, se ancoram pela década de 1960 em diante. Esse modelo parte de uma premissa de incapacidade do exercício de cidadania por toda uma pluralidade étnica existente no Brasil e desconsidera descendentes diretos, a mestiçagem, os remanescentes, e a cidadania emergente de grupos e indivíduos que se acentua desde o início dos anos de 1990. O indigenismo que se operou na década de 50 representou um profundo avanço para época, pois no período de Velha República, do Império e anteriormente na época das capitanias hereditárias; a política pública para os povos originários era o escravagismo, a anulação de seus valores e crenças e o estímulo ao extermínio. No entanto, para os tempos atuais, as ações em relação aos povos remane…

SOBRE LIDERANÇA

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ÍNDIO É PROGRESSO

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Da época da colonização para os tempos atuais de certa forma ocorreu uma evolução no relacionamento da sociedade para com os povos indígenas. No início foram escravizados. Pouco mais de um século depois, com o advento da escravização africana foram perseguidos para serem mortos por serem considerado “estorvo” para os caçadores de tesouro. Com o tempo, foi-se caipirizando e caboclando os remanescentes das mais diversas etnias e apagadas suas memórias ancestrais.   Somente na metade do século XX é que começou a haver um interesse mais humanista pela diversidade étnica brasileira, que coincidiu com o delineamento da democracia nos anos 80, colaborando  também para surgir um movimento de cidadania indígena e revitalização de suas lutas históricas. No passado foram as chamadas “bandeiras” que destituíram milhares de comunidades de suas tradições e modo de ser. Atualmente  a pressão de grandes obras de infraestrutura em locais que por direito é destinado á povos indígenas ou á preservação amb…

NOSSAS RAÍZES PRECISAM SER RESPEITADAS

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O SER É UM SOM

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Comparando o que o pensamento da sabedoria oriental, africana e indígena afirmam sobre a definição do ser humano, fica claro que somos espírito e não matéria. Aprofundando um pouco mais a definição de espírito, que em sua raiz etimológica adquire também o sentido de “sopro”, existe a mesma equivalência na língua tupi,  cujo nome é “ayvu”. Assim, tradição tupi define o ser como um som, uma vibração.  Quando por sua vez comparamos com os estudos mais avançados da ciência de hoje, particularmente a física quântica; esta também define a matriz do ser como onda e vibração. Então, como se manifesta essa luz/vibração que somos?  Isto é que é muito importante para absorvermos este conceito de profunda sabedoria. Simplesmente através de quatro aspectos do que nomeamos como fatores estruturantes da consciência:  o pensamento, o sentimento, a intuição e as sensações.  Em relação a estes aspectos, Carl Jung os considerou como funções psíquicas. Podemos então deduzir que aquilo que pensamos, sentimo…

A Filosofia da floresta

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