Índio não quer apito

Durante séculos o índio foi estigmatizado pela sociedade brasileira. Folclorizado pelo imaginário cultural, ganhou caricaturas canhestras na década de sessenta, após os filmes de bang bang americanos, como o de dizer as frases erradas, sempre no tempo do verbo fora de lugar. Na constituição nacional está dito que não é capaz de exercer cidadania, completamente.E ver um índio de roupa, tipo calça jeans e camisa, pronto! Claro! Já não é mais índio.
Lembro de um caso ocorrido com meu amigo, Marcos Terena,que quando tentou á décadas atrás estudar para ser piloto de avião, foi rejeitado inicialmente por afirmar ser índio. A solução que encontrou foi procurar outro lugar e dizer que era chileno.
O fato é que os índios estão organizados em associações, desenvolvendo projetos sustentáveis, se formando como educadores, criando organizações literárias, migrando do nordeste para o sudeste, habitando em periferias e favelas de diversas capitais, e tentando participar da vida cidadã em diversos níveis.
Afinal de contas, índio não quer só apito como diz a marchinha de carnaval, o que ele quer mesmo é um mundo melhor, ecologicamente sustentável e socialmente justo.
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