Independência dos Brasis

Aquela imagem do príncipe brandindo a espada diante das margens do rio Ipiranga, dirigindo-se aos ventos, bradando liberdade e independência, não representa verdadeiramente a própria, registrada historicamente em um sete de setembro.
Em diversas Estados do nordeste, como Pernambuco, Maranhão, e Bahia, os conflitos eram freqüentes e graves, muitos heróis verdadeiros e anônimos morreram.
Quase um ano depois deste setembro fatídico, a Bahia, no dia 2 de julho, através de muita luta dos caboclos, dos diversos matizes de brasis, conquistava a verdadeira independência, cheia de dor e sofrimento, mas que uniu a diversidade mestiça brasileira: Índios, negros, mestiços. Mulheres guerreiras como Maria Quitéria, que, contrariando o pai se alista no exército brasileiro e defende a tenra pátria.
O Brasil verdadeiro era povoado de mestiços, índios e negros; sendo que a maioria eram escravos. De uma população de 3 milhões e meio de pessoas, somente um quinto eram brancos.
Na independência de mentira, D. Pedro se aliou aos latifundiários e escravocratas. Na independência de verdade: caboclos se aliavam mutuamente, buscando alternativas de vida nestes diversos brasis que se configurava.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quatro atitudes de paz que nos tornam ricos

COMO TORNAR SEU LUGAR SAGRADO