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Mostrando postagens de Junho 13, 2010

Txukarramãe

No início dos anos 90 tive o privilégio de compartilhar uma mesa redonda com Orlando Villas Boas no SESC de Santos, em São Paulo. Naquele momento eu e minha esposa, Elaine Silva, promovíamos ações de apoio á aldeia guarani de Boracéia, próximo á Bertioga, de caráter de prestação de assistência social.
Na ocasião, Orlando narrou suas aventuras na histórica marcha para o Oeste e, ao saber que eu me posicionava como um servidor da comunidade guarani ele disse:
- mas você não tem cara de guarani, você tem jeito de txukarramãe.
- E o que é um txukarramãe? - Perguntei.
- É um guerreiro sem arco e sem flecha, era como chamavam os parentes vizinhos, pois eles não utilizavam estas armas.
- Então tudo bem, sou um guerreiro sem armas, um guerreiro da paz!!!
Desde então me posicionei como um servidor da paz; mas isto causou depois uma confusão em relação á minha origem étnica. pois os jornais começaram a noticiar que eu era um txukarramãe, mas não no sentido figurado.

A inclusão do índio na universidade

Para o índio ser acolhido na universidade de maneira digna, antes, os próprios educadores e a própria sociedade não indígena devem rever a idéia e a imagem que possuem do índio. Normalmente é deturpada. Na cabeça de muitos, o índio é um ente folclórico que, quando muito, só caça e pesca, além de atrapalhar o desenvolvimento.
Além disso, na mentalidade vigente da sociedade ainda se pensa que quando o índio adquire conhecimento deixa de ser índio. torna-se aculturado. Isto é resquício da ditadura da década de sessenta, que pregava um "integracionismo" que excluia a diversidade de idéias, de culturas, de povos.

Limiares da Universidade

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Kaká Werá fala para estudantes da UFBA

Limiares da Universidade

Na UFBA (Universidade Federal da Bahia)Kaká Werá fala sobre a questão indígena e a educação. Aborda o fato de que, para o cidadão índio, a inclusão do índio na universidade é mais complexa do que uma inclusão socio-econômica, passa também pelo reconhecimento de saberes, pedagogias e tecnologias sociais milenares que deveriam ser considerados; passa pela adequação de uma pedagogia ancestral fundada no ser e na relação deste com o ambiente; em comparação com uma educação fundada no ter, e na competitividade.

Educação e Diversidade: limiares da Universidade

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Na Universidade federal da Bahia (UFBA)acontece o simpósio que discute a inclusão do índio na Universidade.