Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Setembro 19, 2010

A oca-escola de Kaká Werá

GILBERTO DIMENSTEIN
colunista da Folha de S.Paulo

O escritor Kaká Werá resolveu testar uma nova forma de ensinar a cultura indígena nas escolas: afastar os professores dos livros e fazê-los vivenciar mitos, cantos e danças dos índios num espaço que reproduz uma oca.
O espaço foi construído em Itapecerica de Serra, município vizinho a São Paulo, onde os professores estão sendo convidados a fazer uma imersão durante o final de semana. "Foi um dos jeitos que imaginamos de fazer com que os professores ensinem melhor, em sala de aula, os encantos da cultura indígena."Kaká Werá, 39, nasceu em Parelheiros, na periferia de São Paulo, onde ainda sobrevive um agrupamento de índios, e se transformou num educador para difundir valores universais da cultura indígena, como o respeito ao próximo, à natureza e ao conhecimento.
O que o motivou a abrir a oca-escola foram os livros didáticos. "Percebi que tudo sobre o índio, nos livros, aparecia no passado. O índio fazia aquilo, gostava daqu…

Minas Gerais reconhece mais uma etnia indígena

O Assessor Especial para Assuntos Indígenas do Governo Minas, Aílton Krenak, comemorou o reconhecimento dos Aranã, ocorrido no último dia 5, como mais um testemunho de que Minas - como sempre destaca o governador Aécio Neves - continua na vanguarda das grandes decisões nacionais. A audiência final que pôs um fim a uma luta de quase um século dos remanescente dos Aranã aconteceu em Belo Horizonte, no Ministério Público Federal, quando o Estado ganhou sua oitava etnia indígena.

Nos últimos dez anos, além do crescimento das etnias reconhecidas, também se registrou o aumento populacional das nações indígenas no Estado. Ao contrário de outras regiões do País, onde os conflitos e o preconceito permanecem. “Em Minas vigora a harmonia e, bem ao estilo das tradições mineiras, representa a vitória da superação, da luta, da liberdade e igualdade”, destaca Aílton Krenak.

Em Minas, antes dos Aranã, sete grupos já eram reconhecidos pela Funai: Xakriabá, Maxakali, Krenak, Pataxós, Pankararu, Xukuru-…