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Indio quer escola digna

A escola indígena Kaakupé (Atrás da Mata, em português), na aldeia guarani Kuriy (Pé de Pinheiro), está registrada no Ministério da Educação e na Secretaria de Educação de Santa Catarina. Tinha 8 alunos em 2010, segundo dados do Censo Escolar. Na prática, a escola funciona na sala de estar de uma antiga casa em que vivem três famílias indígenas.

Kaakupé é uma das 2.765 escolas indígenas do país, segundo o Censo Escolar 2010. Em 2010, o número de matrículas nessas instituições foi de cerca de 246 mil, 0,5% do total da educação básica.

O país tem 460 mil índios em 225 aldeias, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai). A média de estudo entre eles era de 3,9 anos em 2009, de acordo com o IBGE. A maioria dos alunos indígenas, 175 mil, está no ensino fundamental. Outros 22 mil fazem a educação infantil, 27 mil fazem o ensino médio, 21 mil fazem a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e mil fazem a educação profissional. Outros três mil fazem licenciaturas específicas para indígenas.

As instalações na escola são precárias, com uma lousa, quatro carteiras, um fogão e um computador. A merenda fica estocada em um canto do espaço junto com livros e DVDs didáticos. “Aqui não tem escola. Tem aula, professores. Eles falam que tem escola. É muito difícil”, diz o cacique José Benites, de 33 anos, que é um dos professores da aldeia. Uma escola de madeira custaria, no máximo, R$ 15 mil, segundo o cacique.
A Aldeia fica em meio à mata atlântica (Foto: Arte/G1)De acordo com regras estabelecidas pelo MEC e pelo Conselho Nacional da Educação, as escolas têm direito à estrutura, normas de funcionamento e ordenamento jurídico diferenciados. O ensino deve ser intercultural e bilíngue e deve levar em conta processos próprios de aprendizagem. Estados e municípios são responsáveis pelas instalações e pela execução das políticas públicas nas escolas. A escola Kaakupé é estadual.
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