Ser a mudança que queremos ver

Ainda ouço gente dizer que precisamos nos unir para salvar o planeta. Não se dá conta da prepotência que é esta perspectiva de visão. O planeta é um corpo vivo, que se recicla e se renova periodicamente, e que reage em relação á emissões de negatividade e ignorância produzidos pela mentalidade humana com tempestades, furacões, e outros tipos de ações chamados de desastres naturais.
Além dos gases que provocam o efeito estufa, temos que aprender a deixar de emitir os gases das negatividades que criamos com nossa suposta inteligência. Temos que mudar ainda alguns paradigmas de tecnologias e ferramentas sociais.Temos que re-aprender a nos portarmos como extensões deste corpo vivo chamado carinhosamente de Mãe Terra pelas culturas ancestrais.
Sobretudo temos que realizar um esforço para adquirirmos novos hábitos e novos comportamentos mais dignos, mais ecológicos, mais saudáveis.
Temos também que despoluir aspectos de conduta de alta periculosidade moral e ética, como corrupções e ditaduras. E temos que ter uma ação correspondente ao que pregamos e pensamos, como diria Gandhi, devemos ser a mudança que queremos ver no mundo.
Os milênios de materialismo fez com que o ser humano perdesse a percepção de que nós somos entidades subjetivas que criam realidades objetivas, e estas se manifestam de acordo com o que verdadeiramente cremos. Assim também é a Mãe Terra; no interior de suas paisagens, ecossistemas, superfícies; pulsa uma entidade iluminada, potente e sutil, que nos acolhe indiscriminadamente, mesmo enquanto envenenamos sua pele-solo, suas águas, sua respiração, que também é a nossa própria respiração.
Mas quando um grande acúmulo de negatividade e veneno de toda ordem lhe sobrepõe, a sagrada Mãe reage, purificando-se através dos ventos, das águas, do fogo. Assim ela se renova e se salva.
E quanto á nós, seres humanos?
Poderemos pelo menos salvar á nós mesmos?

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