Kaká Werá no Rio de Janeiro

Após compartilhar uma imersão de quatro dias com Roberto Crema, abordando o tema RITOS E MITOS, retorno na próxima semana ao Rio de Janeiro para aprofundar melhor o tema relacionado á sabedoria tupy, mais especificamente a compreensão da palavra enquanto espírito.
Na década de sessenta, o conhecido sociólogo Pierre Clastres, após estudar á fundo a filosofia tupy-guarani escreveu um livro chamado A FALA SAGRADA, onde ali ele já consegue encontrar indícios da complexidade do conhecimento desta cultura em relação á linguagem.
A linguagem, na percepção da tradição tupy, extrapola os limites da oralidade em si; e também da percepção enquanto ruído, som, barulho, etc. A arte da fala e do falar se relaciona com a própria energia-luz, vida atuante em tudo o que existe.
A fala, a respiração, o pensamento, a geração de idéias, são extensões da mesma qualidade vivente. E os antigos sábios desta tradição adquiriram experiências diversas a partir deste reconhecimento. Desde o uso como medicina curativa até a sua estruturação em princípios norteadores da evolução do ser.
Para acompanhar a programação do Rio, sugiro visitarem o site da Unipaz:
www.unipazrj.org.br
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