índio e política

A política para o índio no Brasil é baseada no mais perverso jogo de relação de dependência e assistencialismo que existe no país. É um jogo antigo, pois é assim desde o século XVI. A lógica é a mesma: primeiro cooptam alguns índios por alguma ninharia e promessa; depois estimulam a fofoca para por parente contra parente, líder contra líder, grupos contra grupos. E por fim, vão mantendo a relação com alguns incautos, no banho maria, na base de presentinhos e servicinhos básicos.
No Brasil, o principal tema que se relaciona ao índio é a questão da demarcação das terras, que é é um outro jogo; o de campo minado, onde de um lado estão os interesses de ruralistas que querem manter o domínio sobre quase 320 milhões de hectares de terras desta nação, e do outro: povos e culturas diversas de entendimentos fragmentados em relação á esta causa. É muito desigual. Para inúmeras lideranças indígenas fica o isolamento e a dificuldade de articulações capazes de criar condições para fazer valer direitos básicos, como o de ser reconhecido o seu espaço ancestral.
Junta-se á isso o fato de que o órgão nacional que deveria tratar das políticas para a diversidade dos povos indígenas está sobrecarregada de maledicências e corrupções de décadas, onde o fio desta meada vai longe. Por isso, não é mudando uma pessoa que se irá resolver os problemas que caem sobre a Fundação Nacional do Índio, mas há que se mudar toda uma mentalidade, um modo de se relacionar com as culturas tradicionais, e há que se mudar um comportamento soberbo,de visão distorcida e corrupto de um pequeno grupo que tem se mantido no poder nas últimas décadas.
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