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Mostrando postagens de Abril 3, 2011

Havia o tempo da memória da unidade.

Um dos primeiros livros escritos por um autor indígena tem por título: "Antes o Mundo Não Existia"; e neste momento não vou me lembrar o nome do autor, mas prometo que irei falar sobre ele novamente; sei que é do povo Dessana, lá do alto rio Negro, na sagrada imensidão do Amazonas. Este livro traz a visão deste povo sobre a criação do mundo, entre outras coisas. E em essência ele diz que, uma Avó ancestral e mítica cuja extensão era o vazio, principia, através do sopro de seu cachimbo e sentada em um banquinho criado do nada vivificante, a manifestar as coisas que viriam a existir.
Neste tempo surge o mundo, a natureza, os seres fantásticos, encantados, que dão por sua vez existência e voz aos primeiros seres humanos. Estes não eram classificados por etnia, por cor, por tamanho, por diferença de classes. Na verdade, nem classificados eram. Simplesmente foram humanizados, ou seja, do húmus da terra e do sopro criador, com o impulso dos encantados, tornaram-se gente.
De acordo…

O índio e seu Dia

Mais uma vez se aproxima a semana de comemoração ao índio. Mas ainda estamos muito longe de fazer valer a lei federal que obriga o estudo de sua história, seus valores, sua cultura, de modo mais profundo e adequado.
É necessário para o país enquanto nação tocar nos aspectos mais profundos e preciosos dessa imensa diversidade e deste plural singularizado como índio.
Primeiro porque isso vai colaborar para diminuir discriminações de todo o tipo. Segundo porque isso vai colaborar para acolhermos enquanto nação o respeito pelas raízes que a fundaram.
Finalmente, porque a compreensão mais profunda da relação homem/ambiente esta nas memórias ancestrais destas culturas, e é imperioso que possamos recuperar o sentido mais profundo desta memória.
desejo que o índio que habita em cada coração seja abençoado neste momento!!!

Roberto Crema e Kaká Werá

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O corpo é a casa do ser, que é o sopro divino, chama criadora que cuida e vivifica sua casa.