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Quem entende de índio


O Estado brasileiro ainda continua tratando a questão indígena como no século XVI, ou seja, de acordo com a política da catequese. No passado era a catequese religiosa, e atualmente é a catequese social. No entanto, atualmente temos grandes líderes indígenas, como Marcos Terena, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Azilene Kaigang. Estes são alguns dos mais antigos ativistas da causa indígena, que possuem experiência e trãnsito internacional em relação á questão dos direitos humanos.  Mas o governo brasileiro ainda insiste em escolher para cargos de autonomia executiva aqueles que "estudam" ou "estudaram" os índios. São "indigenistas", são "antropólogos", são especialistas disso e daquilo. Mas já passou da hora do próprio parente indígena conduzir as políticas públicas que dizem respeito ás suas raízes. Por mais competentes e estudiosos que sejam tais especialistas, o seu olhar será sempre do ponto de vista alheio á alma mais profunda da cultura ancestral do Brasil.
Durante o ano que passou, em diversos lugares do Brasil, mais notadamente em Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia; viu-se nos noticiários índios sendo afrontados em sua dignidade, em seus direitos, e inclusive em suas vidas. Ocorre que estes fatos acontecem desde a chegada das caravelas cabralinas, onde temos assistido uma sucessão secular de afrontas.
No entanto, o mundo mudou. O Brasil mudou, os povos indígenas também mudaram. Inúmeras etnias se foram e outras tantas se transformaram, ou foram transformadas á pulso; e atualmente temos líderes indígenas capazes de dar atenção que determinadas circunstâncias merecem. Nesse sentido, precisamos do apoio da sociedade como um todo para que nos ajude a colaborar com o resgate da dignidade das raízes que formaram o povo brasileiro, afinal, quem melhor entende de índio é o próprio índio!
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