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Indios Zoró dão lição de sustentabilidade

Eles vivem em 24 aldeias na região do município de Rondolândia (a 1.100 km de Cuiabá) e têm trabalhado em parceria com o projeto Pacto das Águas, da Petrobras, que apóia o manejo sustentável em comunidades indígenas e extrativistas.
A produção está só no começo. Os índios, por meio da Petrobras e da Associação do Povo Indígena Zoró (Apiz), aprenderam a utilizar o secador rotativo para beneficiar as castanhas. A máquina permite secar até 2,5 toneladas por dia.
Assim, as amêndoas ficam mais limpas, mais duráveis e menos úmidas. Tornam-se um produto mais viável para o fornecimento das empresas e cooperativas que o compram, as quais geralmente têm uma demanda de 700 toneladas ao ano.
Já a aquisição da máquina foi possível graças ao Projeto de Conservação e Uso Sustentável das Florestas do Noroeste do Mato Grosso, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD/Brasil), segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Aripuanã.
Aliado às boas técnicas de manejo, o beneficiamento acaba com um dos principais gargalos na produção da castanha: a qualidade do produto no momento de sua comercialização. Agora, os índios devem continuar sua capacitação, desta vez para a gestão do negócio – de forma a conquistar a autonomia no futuro e sem devastar a floresta.
Os índios Zoró pertencem ao tronco lingüístico Tupi-Mondé e ocupam 355 mil hectares. Hoje, são 625 pessoas espalhadas por 24 aldeias na região de Rondolândia, área de morrarias e florestas densas. Os Zoró são conhecidos pelas habilidades de caça coletiva e cotidiana, além da pesca, a coleta, o extrativismo, a agricultura e o artesanato. Nas roças familiares, os índios cultivam principalmente mandioca, batata, cará, milho, arroz e banana.
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