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Onde reside a esperança

Tenho andado pelo Brasil afora a mais de 20 anos em diversas comunidades indígenas e mestiças. O que todas elas possuem em comum é uma idéia de que dependem da boa vontade e da assistencia de instituições e governos. Se por um lado os governos não fazem a sua obrigação social, por outro lado estas comunidades se esqueceram que seus antepassados e sua sabedoria ancestral possuiam técnicas e saberes sustentáveis e não dependiam de supostas políticas sociais que na verdade escravizam mais do que libertam.
Tive uma experiência emocionante recente em Várzea Queimada, sertão do Piauí, onde remanescentes de escravos negros e de índios tapuias, fundaram em 1841 um povoado que vivia basicamente da roça. Atualmente vivem do artesanato produzido da folha da carnaúba e do re-aproveitamento do resíduo de pneu onde os homens fazem sandálias de borracha.
Através de uma parceria que reuniu o SEBRAE, o Instituto Arapoty, Marcelo Rosenbaum, equipe de permacultores e estudantes; fizemos uma profunda ação que resultou n a construção de um Centro comunitário, criação de cisternas para captação de água e desenvolvimento de diversos itens de produtos artesanais a partir da folha da carnaúba. a comunidade acolheu com alegria a possibilidade de tornarem-se efetivamente sustentáveis. E é nesse tipo de ação, que liberta e cria vínculos cooperativos, que reside a verdadeira esperança!
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