Indios na Rio +20

Os indios são marginais na Rio+20, estarão presentes na aldeia Karioca, idealizada pelo líder Marcos Terena, do Comitê Inter-tribal. Justamente nas terras litorãneas dos antigos tupinambás, que resistiram bravamente contra os portugueses no século XVI, cujos sábios, os Tamoios, que a história os confundiu com uma etnia, organizaram grandes conferências neste lugar em remota época. 
Os Tamoios queriam a liberdade dos povos e o direito de viver o "seu modo de vida", mas através da paz. Queriam também a garantia de seus territórios e queriam o fim da espoliação do pau-brasil. Parece até que eles sabiam onde é que isso ia dar. Agora, séculos depois, os remanescentes de uma complexa ascendencia de inúmeras raízes pré-colombianas são impedidos de estar em seu próprio espaço ancestral, debatendo questões que atingem diretamente o presente e o futuro de uma diversidade cultural que não é só nacional, mas global.
Uma vez um outro líder indígena, Ailton Krenak, disse em tom sarcástico que nós temos a sina de sermos "estrangeiros" em nosso próprio país. E isto infelizmente tem se configurado como uma realidade, como algo "normal" perante a sociedade. Eu mesmo já ouvi muitas vezes a seguinte pergunta: "voce é índio ou brasileiro?"; e eu pensava, mas não dizia: "Nem uma coisa, nem outra, antes pelo contrário.".
A Mãe Terra sofre pela irresponsabilidade e inconsequencia de seus filhos, e osp rimeiros a alertarem para essa possibilidade foram justamente os "selvagens". E agora eles estão á margem das discussões para o apontamento de possibilidades para mudarmos os rumos de nossa relação com o ambiente em que vivemos.

Comentários

  1. Kaká, conheci vários guaranis em Santa Catarina. Penso que a única maneira de nossos irmãos índios começarem a serem ouvidos é somente fazendo como fizeram os negros, por exemplo. Tem que se unir, cada índio de cada etnia. Tem que ser primeiramente feito um trabalho de índio para índio, até que estejam todos muito unidos com o mesmo objetivo. Além de que os jovens índios devem se instruir uns como advogados, outros com outras profissões afins.
    É um absurdo que a grande maioria de entidades que "cuidam" do índio, ainda sejam presididas por não índios. Amigo, Tem que haver um movimento de índio para índio de fato, é a união de forças que removem montanhas. É preciso incentivar os jovens índios de todo o Pindorama e instruí-los para que na paz, possam assumir seus lugares de honra.
    Bem é o que penso diante do que vi nas várias aldeias que frequentei no sul deste país.
    Abraços e torço por vocês! Que Nhanderú os ilumine e lhes tragam seus lugares ao sol!

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  2. Boa noite, preciso entrar em contato com Kaká a respeito da Kari-Oca. Por gentileza me responda pelo e-mail patriciabromirsk@gmail.com

    Agradecida

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  3. Ola Kaka Wera, sou kelly de goiania, estive no seminario na unipaz na sexta (15.06) com minha filha de 06 anos e nao pude ir no sabado. desejo falar contigo sobre evento em goiania. aguardo contato: artepop13@yahoo.com.br.

    obrigada, kelly cristina alves

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