Em defesa dos animais

Não é nada civilizado fazer sofrer um touro ou um boi nestes eventos de rodeios, estimulando-os a ficarem agressivos e muitas vezes mutilando-os. As pessoas vão aos shows para ouvirem seus artistas preferidos e não para violência. Na minha cidade existe ainda este péssimo e horrível habito. Até hoje não houve nenhuma legislação que extirpasse essa barbárie. Parece que os responsáveis pela ética da cidade estão adormecidos para esta questão.
Além disso, no centro da cidade, onde existe os memoráveis ícones arquitetônicos de Itapecerica, a igreja e o prédio da câmara municipal, inúmeros cachorros sem teto e doentes fazem deste espaço sua morada. Sob a vista de autoridades, revelam suas feridas, fomes, descasos, e toda sorte de fragilidades. E uma coisa impressionante é que os mendigos, que nada possuem, são os que procuram confortá-los de vez em quando. Infelizmente este é um retrato cotidiano, na praça central, próximo ao coreto e os prédios do centro.
Uma vez tentei, com minha família, cuidar de alguns dos filhotes dos chamados vira-latas, e acabamos juntando 14 cães na sede de nossa instituição, que é um sítio em Itaquaciara. A trabalheira é imensa: vacinas, alimentos, cuidados, e o pior, conseguimos apoio veterinário e de equipe de zoonose somente em Embu das Artes, que é outra cidade. Felizmente conseguimos com ajuda de amigos e hoje cuidamos de cinco, pois é muita responsabilidade e dispêndio de tempo, dinheiro e energia dar condição mínima á um número grande de animais. Deveria ser uma ação natural da prefeitura local cuidar dos animais de rua. Deveria ser natural haver uma legislação que impeça a violência contra os animais, mas ainda não é. Esta é uma das coisas pela qual me preocupo em Itapecerica da Serra. E que defendo para que haja uma rápida solução.

Comentários

  1. Parabéns, Kaka Werá pelo seu artigo e pela preocupação com os animais e com toda a natureza. Essa é realmente, o grande legado dos povos originários.
    Estamos todos juntos nessa luta para defender os animais, nossos companheiros.
    Fatima Marques
    "Somos todos índios!"

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