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Aos amigos de Itapecerica

Moro em Itapecerica da Serra, uma região de mata atlântica, na borda de São Paulo, onde as estradas que saem da metrópole vão para o sul do Brasil ou para o litoral paulista. Este lugar, pelo fato de ser uma área de manancial e formar uma parte de um cinturão verde da grande São Paulo, tem sido um refúgio para quem busca qualidade de vida. mas ele também abriga milhares de trabalhadores nas fronteiras periféricas da cidade; uma população rural de pequenos sitiantes e possui um alto índice de pobreza, segundo as estatísticas, mais de 54%. da população. Desde 1997, após fundar com minha esposa, Elaine Silva, o Instituto Arapoty, venho trabalhando em ações sociais com foco em valores humanos, consciência ecológica, respeito á diversidade cultural e empoderamento de comunidades, sejam elas tradicionais, indígenas, não indígenas, rurais, etc, e este tem sido o modo de serviço que eu e minha família, assim como inúmeros amigos que adquiri, vem prestando como uma maneira de transformar o mundo para melhor, a partir do próprio espaço em que habitamos.
Nesse instante da minha vida, aos 49 anos de idade, tomei uma decisão após longo tempo de reflexão, que é a de atuar dentro do espaço político da cidade, buscando levar uma experiencia social de quase duas décadas para, caso haja sucesso, colaborar para implementação de políticas públicas que levem em consideração a tão necessária e urgente sustentabilidade. Escolhi para atuar, localmente, o Partido Verde, que também não foi fácil, uma vez que seus antigos dirigentes na cidade de Itapecerica atuavam dentro de vícios políticos deploráveis, que não cabe estender aqui. Mas após um período de lutas e transformações internas no partido, a ponto de haver uma renovação na sua direção, adquiri a confiança de atuar neste espaço partidário. Minha identificação com os princípios e programa do PV é antiga, desde meados da década de oitenta que acompanho, tendo tido a oportunidade de batalhar por Marina Silva em 2010.
Hoje, com a expectativa de colaborar de modo efetivo para a semeadura de um novo modo de fazer política, que na verdade deveria ser o modo natural, ou seja, a partir de princípíos, valores éticos, integridade e visão sistêmica das ações, me torno um candidato á vereador na cidade. Para quê? Para mudar o mundo? Não, para ajudar a mudar o jeito de agir com as pessoas de nossos lugares; principalmente deixando de comprá-las ou mante-las sob dependência social, e mostrar pela experiência própria que isso pode ser feito oferecendo cultura e educação com qualidade.
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