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Funai pede ajuda de tropas da Força Nacional


A Fundação Nacional do Índio (Funai) acionou a Presidência da República solicitando tropas da Força Nacional para 11 municípios que compreende a regional de Ponta Porã. De acordo com a assessoria de comunicação da Funai, o objetivo é prevenir conflitos de terras entre índios e fazendeiros. A medida está relacionada ao histórico de embates em Mato Grosso do Sul em relação a disputa por terra.
De acordo com informações da Funai, foi enviado uma solicitação e devido a um impasse na documentação a área de cobertura de segurança atendia apenas uma localidade em Paranhos. A assessoria informou que a Funai pediu a presidência da república que os policiais fiquem em alerta ou a disposição da Fundação para oferecer segurança, caso seja necessário. A proposta é fazer com que a Força Nacional, que está em Dourados, possa auxiliar na segurança no interior. Na região compreendida pela Funai de Ponta Porã, estão aldeias ou acampamentos localizados em Paranhos, Antônio João, Iguatemi, Tacuru, Coronel Sapucaia, Laguna Carapã, Sete Quedas, Bela Vista, Amambai, Aral Moreira e Mundo Novo.
PARANHOS
De acordo com o Agência Brasil, a Força Nacional também está sendo solicitada garantir a segurança dos funcionários da Funai que pretendem se deslocar até a fazenda Jatobá, onde um grupo de índios guarani kaiowá e nhandeva fizeram a ocupação na última segunda-feira. A área é de 4 mil hectares declarada propriedade indígena em abril de 2000.
A propriedade fica a cerca de dez quilômetros do centro de Paranhos, perto da fronteira com o Paraguai. Segundo a comunidade indígena a ocupação é um protesto contra a demora na conclusão do processo de demarcação da área e na retirada dos não índios da Terra Indígena Potrero Guasu.
ARROIO KORÁ
Na Aldeia Arroio Korá, em Paranhos, índios e fazendeiros vivem em conflito desde que a terra foi reconhecida, demarcada e homologada pelo governo federal em 2009. No último dia 10 de agosto houve um ataque na madrugada. Lideranças indígenas informaram à polícia que um índio, desapareceu após a ação de pistoleiros. Naquele dia indígenas guarani-kaiowá fizeram um protesto e ocuparam áreas de uma fazenda no entorno da aldeia.
A Polícia Federal investiga o ataque e o desaparecimento do índio. O órgão destacou ainda que vai apurar, de forma imparcial, todos os atos ilegais que tenham sido cometidos, tanto por índios, quanto por fazendeiros.
No mês passado reunião entre indígenas e integrantes do Ministério Público Federal (MPF) terminou devido a um tiroteio. Na ocasião o MPF se reuniu para tratar sobre os conflitos na região, tenso desde o último dia 10 de agosto, quando ocorreu ataque contra os indígenas. Após os disparos o clima ficou tenso. A reunião chegou a ser interrompida, mas foi retomada.
CACIQUE
Em 18 de novembro do ano passado um cacique indígena desapareceu quando cerca de 40 pistoleiros encapuzados e armados invadiram o acampamento indígena, atirando e agredindo adultos e crianças. O caso ocorreu em Aral Moreira. De acordo com os índios, Nísio Gomes teria sido atingido por disparos e seu corpo levado pelos pistoleiros. A Polícia Federal em Ponta Porã cumpriu sete de oito mandados de prisão. O crime ainda é investigado e a busca pelo cacique desaparecido continua. A PF acredita que ele esteja morto
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