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Brasil era Kaiowá

Desde o inicio do período da ditadura no Brasil que os povos de origem guarani são expulsos de suas terras no Mato Grosso do Sul, Foram mais de 30 mil ao longo de mais de 20 anos. Na década de oitenta quando chegaram os posseiros mais impetuosos, que hoje são chamados de fazendeiros, de produtores rurais, ou de ruralistas; iniciou um período agudo de crise e depressão cultural que resultou nos primeiros suicídios coletivos dos kaiowá. Foi nessa época que a imprensa internacional noticiou tal sintoma e a repercussão foi grande.
 No final da década de oitenta não havia internet e suas redes sociais; por isso era mais difícil ainda noticiar fatos e questões fora da "pauta" oficial da chamada "grande mídia" do Brasil. Esses posseiros geraram problemas sociais que antes não havia dentro do sistema cultural guarani. Casos de violência sexual contra mulheres guarani muito jovens, trabalho escravo nos canaviais da época, que alguns anos depois foi substituído pela soja, perseguições á líderes indígenas, mortes de crianças por doenças desconhecidas; tudo isso era  horrível para aquela etnia. Na verdade é a velha repetição de algo que ocorreu no início do século XVI no período da divisão do Brasil em capitanias hereditárias pelos estrangeiros.
A "grande mídia" frequentemente noticia as reivindicações indígenas por suas terras de origem como um estorvo ao progresso e costuma colocar a sociedade do lado dos invasores, como se o problema da invasão fosse das culturas indígenas. Em lugares onde o estado não atua, não só nos rincões do Brasil mas também nas diversas cidades, no que tange ao problema de alocação de famílias e pessoas em terras para moradia e produção, a clareza das responsabilidades fica obscurecido pela hipocrisia e mediocridade das relações no campo político e social. O estado não tem vergonha na cara e nem interesse real, desde a chegada dos primeiros navios estrangeiros, de buscar soluções para estas demandas.

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