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É preciso reconhecer a diversidade, a essencia e a mudança

O Brasil ainda tem dificuldade de reconhecer a diversidade cultural ancestral que fundou o que hoje se caracteriza como etnias indígenas. O Estado tem dificuldade jurídica de reconhecimento territorial dessa diversidade e a própria antropologia não acompanhou as mudanças provocadas pelo impacto civilizatório europeu que causou ás gerações pós século XVI á esta diversidade. Existe um hiato entre reconhecer seus fundamentos cosmológicos, filosóficos e sociais e suas respectivas adaptações em decorrência do contato com a sociedade envolvente. Isto faz com que os olhos contemporâneos não aceite o índio dentro dessa complexidade atual.
A relação é bizarra, onde podemos citar o seguinte exemplo: enquanto o  negro luta por ter seu espaço na educação através de cotas e não deixa de ser negro por estudar os códigos estabelecidos pela sociedade como formação academica; quando o indivíduo indígena faz isso, passa a ser questionado enquanto índio. Para a sociedade, quando o índio adquire conhecimento fora do seu círculo cultural, deixa de ser índio,assim também como quando adquire hábitos sociais diversos dos tradicionais de suas raízes.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, os índios de lá estão transformando o território inóspito que o governo americano lhes despejou em cassino e vivendo do dinheiro dessa jogatina; perdendo seus valores mais sagrados, e não deixam de ser considerados índios por isso. Coisa mais estranha ainda.
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