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Mostrando postagens de Outubro 28, 2012

Kaiowá quer demarcação urgente de suas terras

(agência de notícias Brasil)

Lideranças indígenas pediram hoje (1º) urgência na demarcação de terras da etnia Guarani Kaiowá. Elas participaram de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado. "Já ouvimos muito discurso bonito, recebemos cesta básica, mas isso não resolve. Queremos a demarcação do nosso território", afirmou o líder kaiowá Elizeu Lopes. Segundo ele, até agora, os povos indígenas só estão vendo os índios serem retirados das áreas que ocupam e não há sinais de quando vai começar a demarcação das terras. "Não aguentamos mais viver em baixo de uma lona preta, as crianças tomando água suja, sem ter condição de vida digna com nossas famílias. Os guaranis kaiowás vêm morrendo de atropelamento na beira da estrada, ataque de pistoleiro, muitos matando nossas lideranças. Não aguentamos mais isso", disse Elizeu. Outro ponto destacado pelos representantes guranis kaiowás foi a necessidade de apuração das mortes de líderes indígenas. A presidenta …

Kaiowá participa da Comissão de Direitos Humanos

Lilian Venturini, de O Estado de S.Paulo



O líder indígena Eliseu Lopes Kaiowá criticou a lentidão com que os governos federal e estadual tratam a questão da demarcação de território para aldeias, durante audiência pública no Senado nesta quinta-feira, 1º. “Enquanto o governo está se organizando, nossa comunidade está morrendo”, afirmou. A Comissão de Direitos Humanos discute a situação dos índios guarani caiová, no Mato Grosso do Sul.
A disputa de terras entre a aldeia e fazendeiros ganhou repercussão após a divulgação de uma carta do grupo alertando autoridades sobre a intenção de resistirem “até a morte” à decisão judicial que os obriga a deixar uma área de 2 hectares. Ao todo, 170 índios que vivem na terra, localizada numa mata ilhada entre um charco e o leito do Rio Hovy, na divisa da Reserva Sassoró com a Fazenda Cambará, propriedade de 700 hectares, no sul de Mato Grosso do Sul.
A presença foi decretada ilegal e a aldeia, condenada a deixar o local. Nessa semana, a Justiça garan…

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL SOBRE KAIOWÁ

Mais um jovem guarani-kaiowá cometeu suicídio em Mato Grosso do Sul. Agripino da Silva, de 23 anos, foi encontrado morto na madrugada do último sábado (27) no acampamento Ypo'i, localizado no interior da Fazenda São Luiz, em Paranhos/MS. A Polícia Civil, ao ser acionada, se recusou a comparecer ao local para realizar perícia e registrar Boletim de Ocorrência (BO), sob o argumento de se tratar de área em litígio. O corpo foi retirado do acampamento por uma funerária – após requisição enviada por e-mail pela Delegacia da Polícia Civil de Paranhos – e encaminhado ao Instituto Médico Legal de Ponta Porã para exame pericial.  O caso, além ilustrar os recorrentes suicídios nas comunidades indígenas do cone sul de MS, também elucida a falta de apoio policial e de segurança pública nas aldeias do estado, especialmente quando se trata de atendimento emergencial (190).  Para reverter essa situação e assegurar o direito constitucional à segurança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou …

Guarani Kaiowa fica em suas terras

Justiça Federal suspende expulsão de índios guarani-caiová em MS

FELIPE LUCHETE
FOLHA DE SÃO PAULO

A Justiça Federal suspendeu nesta terça-feira (30) a decisão liminar que obrigava a saída de índios de uma área na fazenda Cambará, em Iguatemi, extremo sul de Mato Grosso do Sul. O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma carta de indígenas que vivem na área. No texto, eles prometiam resistir a qualquer tentativa de desocupação do local. "Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui", afirmou a comunidade de Pyelito kue-Mbarakay.
A expulsão dos índios havia sido solicitada à Justiça em janeiro deste ano pelo dono da fazenda e foi aceita em setembro pelo juiz federal Sérgio Bonachela, de Naviraí (MS). A suspensão foi determinada pela juíza federal Cecília Mello, do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ã Região), com sede em São Paulo. A juíza entendeu que a região é tradicionalmente ocupada pelos índios e que "nã…