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Diversidade não é coisa de índio.

Diversidade é estar alinhado com princípios da natureza do próprio ser. O próprio Cosmos se manifesta a partir de um mistério que se torna plural e diverso e se estrutura em um sistema interdependente. Olhar o céu e olhar a natureza nos inspira a perceber que a diversidade é o princípio da vida em movimento constante de harmonia e evolução.
Quando transpomos isto para a sociedade humana, podemos perceber a mesma coisa. É da pluralidade de culturas, visões, cosmovisões, idéias, crenças, pessoas; que a civilidade se instala, se aprimora, se remodela, se transforma. Existem os conflitos e eles são importantes, são os atritos necessários para a movimentação da vida também na civilização. Por isso não pode-se haver intolerância ao que é diferente, ao que pensa diferente, ao que se veste diferenta, ao que opina diferentemente, ao que tem pele, tamanho, formato diferente. Intolerancia é o caminho da ignorãncia que leva á terríveis considerações e possibilidades. Devemos acolher também aquilo que não é nosso próprio espelho com afeto, com cuidado, com assertividade, com curiosidade inclusive. Daquelas curiosidades que abrem portas para ampliarmos nosso senso de sensibilidade, de conhecimento, de sabedoria, e de comunhão.
Por isso, diversidade não é coisa só de índio, nem de negro, nem de amarelo; diversidade é uma instância sagrada do fluxo da própria vida.

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