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Unir o passado e o presente para sonhar melhor futuro

Há um movimento nacional nas redes sociais de líderes e jovens indígenas, de indiodescendentes,  de ativistas das causas sociais e ecológicas; em direção á busca do reconhecimento e do protagonismo de todos aqueles que se reconhecem como originários de raízes ancestrais.
Expõem as mazelas e as afrontas dos ruralistas e invasores de terras, que atropelam as culturas tradicionais e justificam apontando a desagregação social destas. Mas não dizem que esta desagregação se deve á quinhentos anos de atitudes que vão desde genocídios até aliciamento social através da criação de programas assistencialistas.
Enquanto o Brasil não valorizar seu passado, cuidar de seu presente, não haverá possibilidade de um melhor futuro. Isto passa por uma revisão em toda a distorção que se fez em relação á memória, á história e as contribuições de diversos povos chamados indígenas, de norte á sul do país.
O bom é que existe uma geração presente, também de diversas origens culturais, usando tecnologias atuais em busca de justiça social. Sem revanchismo pelo revanchismo, mas procurando a medida correta para reparar erros históricos terríveis, que a sociedade colhe hoje na forma de instabilidade econômica e estupidez civilizatória.
Estamos em pleno século XXI e existem ainda países promovendo ameaças de guerras com armas altamente destruidoras, ao mesmo tempo em que ainda temos milhões de pessoas passando sede, fome, e sem oportunidade para adquirir acesso á educação e qualidade de vida. Esta é a mesma mentalidade que invadiu estes trópicos no século XVI, e com certeza, todos nós não queremos mais isto.

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