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Arte como instrumento de inclusão cultural


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Arte indígena interétnica


No segundo dia de TEIA, Ponto Arapoty Cultural leva oficina de artesanato, cerâmica e dança circular tradicional de várias etnias indígenas
“Formar jovens para uma visão mais inclusiva, mais profunda à respeito das culturas tradicionais”, “como método de combate à discriminação e como difusão cultural” é o objetivo do Instituto e Ponto de Cultura Arapoty Cultural, conta Kaka Werá. Artesanato, barro, dança tradicional, entre outras, como ferramentas de aproximação da sociedade com essas culturas. São muitos grupos: pataxós, xavantes, guaranis, kariris, entre outros.
Oficina de Arte Indigena_Arapoty Cultural
Kaká Werá, do Instituto Arapoty
Na oficina oferecida na TEIA (aqui você pode ver a programação das próximas), grupos pequenos tiveram o privilégio de falar e vivenciar algumas práticas dessas culturas. Uma amostra do que o Instituto procura fazer na sua sede, localizada na Itapecirica da Serra. Não é propriamente uma aldeia. É um ponto de produção e experiência dessa sabedoria e costumes tradicionais.
Com frequência recebem artistas, que, por conta própria, disseminam pelo país afora o trabalho ali desenvolvido. Desenvolvem também um trabalho junto às escolas públicas e privadas, levando líderes indígenas de diversas tribos, para assim desmitificar a ideia de índio que é ensinada nas escolas.
Nesses últimos três anos, realizara ainda outro trabalho, especificamente com um grupo de pré-adolescentes. Tratou-se da cultura indígena, com o intuito de corrigir a distorção do olhar da sociedade sobre a cultura indígena. O produto final do curso foi uma peça teatral. Arapoty é idealizadora dos jogos intertribais, onde tribos de todo Brasil se reúnem para jogar e preservar os seus jogos típicos. O campeonato existe desde 1997.

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