Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro 6, 2013

A arte lapida a alma

A educação precisa resgatar o essencial na formação do ser humano, que é o sentimento de unidade com todas as manifestações de vida que se expressam sobre a sagrada Mãe Terra. E para isso é necessário a ferramenta da arte em todas as suas linguagens e a reconsideração da importância das sabedorias ancestrais. Pois as antigas culturas teceram valores mais próximos deste princípio. As antigas culturas deixaram memórias em relação á importância de nos percebermos como indivíduos únicos e ao mesmo tempo como parte de uma presença de vida maior, que respira e comunga da mesma origem e do mesmo destino.

MORENÀ

Em janeiro retomaremos o projeto do espetáculo teatral MORENÁ. A peça teatral “Morená” apresentado pelo grupo de teatro do Ponto de Cultura Arapoty fala sobre a origem do ser humano a partir da cosmovisão do povo Kamaiura, que habita a região do parque nacional do Xingú. A trama se passa com o avô Vento contando para sua neta Brisa a história do romance entre uma lagoa ancestral e o Sol, que teria dado origem à vida do ser humano na terra. Mavutsinim, o espírito do Sol, encanta-se com a beleza de Morená, uma entidade mítica formada a partir da fusão da alma de uma deusa estelar com a de uma lagoa. Apaixonado, ele se transforma no primeiro homem, e faz dela uma mulher, tornando-se o primeiro casal humano na terra. No entanto Morená acaba atraindo a inimizade de Kanassan, um espírito sombrio que governava a penumbra e a noite ancestral.  A partir daí nasce uma rivalidade entre eles e muitas aventuras ocorrem, envolvendo os pássaros, os espíritos sombrios, o vento, as águas.  Toda a naturez…

cena de morená

MORENÁ

Minha história

Na década de 1980 dediquei minha vida a ações sociais voluntárias com o povo guarani de São Paulo. Com o tempo e a experiência adquirida, elas evoluíram de um relacionamento de prestação de assistência e defesa de direitos humanos para o empreendedorismo social e a geração de renda e qualidade de vida em comunidades, atuando em regiões específicas do estado do Paraná e no litoral paulista. Foram ações envolvendo levantamento de necessidades em áreas indígenas com a participação e definição de prioridades realizadas pelas lideranças das aldeias,  e meu papel era de buscar apoio entre pessoas e instituições sensibilizadas com a causa e com a proposta não-assistencialista, mas com foco de gerar sustentabilidade. Neste processo tornei-me empreendedor social reconhecido pela Ashoka Empreendedores Sociais, uma fundação que apoia e colabora no aperfeiçoamento de ativistas desta natureza. No início dos anos de 1990, aprofundei o foco de minha relação com a cultura indígena para o aprendizado e…

Juntos para um mundo melhor