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Mostrando postagens de Abril 7, 2013

O futuro dos índios

O futuro dos índios: entrevista com Manuela Carneiro da Cunha
Por Guilherme Freitas Muitas vezes vistos como "atrasados" ou como entraves à expansão econômica, os povos indígenas apontam, com seus saberes e seu modo de se relacionar com o meio ambiente, um caminho alternativo para o Brasil, diz a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, que lança coletânea de ensaios sobre o tema. Em “Índios no Brasil: História, direitos e cidadania” (Companhia das Letras), ela reúne trabalhos das últimas três décadas sobre temas como a demarcação de terras e as mudanças na Constituição. Nesta entrevista, a professora da Universidade de Chicago, convidada pelo governo federal para desenvolver um estudo sobre a relação entre os saberes tradicionais e as ciências, critica o ‘desenvolvimentismo acelerado’ da gestão Dilma e defende ‘um novo pacto’ da sociedade com as populações indígenas.
“Índios no Brasil” é uma compilação de textos publicados desde o início da década de 1980. Ao longo desse período…

A origem ancestral dos botocudos

Análises genéticas de crânios antigos guardados no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro revelaram um componente inesperado no genoma de uma linhagem extinta de índios brasileiros chamados botocudos (ou aimorés).
Vasculhando o DNA mitocondrial desses índios, em busca de pistas sobre o povoamento das Américas, pesquisadores encontraram algumas marcas genéticas características de povos polinésios, das ilhas do Pacífico.
O estudo não propõe que houve uma migração de polinésios para as Américas (altamente improvável, tanto do ponto de vista geográfico quanto cronológico), mas sugere que, de alguma forma indireta, pessoas de origem ou ancestralidade polinésia cruzaram com a linhagem dos botocudos na mata atlântica do sudeste brasileiro. Só não se sabe quando, onde nem como isso teria acontecido. "Precisamos achar uma explicação para isso", diz o pesquisador Sérgio Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, que coordenou o estudo.
O trabalho, publicado na revi…

Unir o passado e o presente para sonhar melhor futuro

Há um movimento nacional nas redes sociais de líderes e jovens indígenas, de indiodescendentes,  de ativistas das causas sociais e ecológicas; em direção á busca do reconhecimento e do protagonismo de todos aqueles que se reconhecem como originários de raízes ancestrais.
Expõem as mazelas e as afrontas dos ruralistas e invasores de terras, que atropelam as culturas tradicionais e justificam apontando a desagregação social destas. Mas não dizem que esta desagregação se deve á quinhentos anos de atitudes que vão desde genocídios até aliciamento social através da criação de programas assistencialistas.
Enquanto o Brasil não valorizar seu passado, cuidar de seu presente, não haverá possibilidade de um melhor futuro. Isto passa por uma revisão em toda a distorção que se fez em relação á memória, á história e as contribuições de diversos povos chamados indígenas, de norte á sul do país.
O bom é que existe uma geração presente, também de diversas origens culturais, usando tecnologias atuais e…