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Mostrando postagens de Junho 15, 2014

Somos extensão do Céu e da Terra.

Na filosofia guarani, que aprendi desde os anos oitenta, somos um desdobramento de um mistério sagrado e luminoso. Somos um raio de um único Sol. Somos verdadeiramente espírito e não matéria. A matéria é um conjunto de formas ocupadas por uma mesma vida que respira e bate em um ritmo uníssono.  Somos extensão dessa Vida que nos impulsiona. Embora tenhamos nos manifestado em diversos corpos; a essência que nos vivifica é única. Paradoxalmente nos percebemos diferentes uns dos outros. separados uns dos outros, e separados da natureza que nos cerca. Mas isto é ilusão. Somos um. Nos expressando em diversas formas. Um sopro. Uma vida. Uma vida infinita, que permite que as diversas formas se transformem.

Kaká Werá é o candidato do PV ao senado por SP.

Pretendo ser a “ponte” entre índios e brancos para defender as causas ambientais e indígenas. Aprendi com os mestres Alcebíades Werá, Danielle Mitterrand e Dalai-Lama o jeito certo para issoEM DEPOIMENTO A VINÍCIUS GORCZESKI 24/05/2014 13h00 - Atualizado em 24/05/2014 14h18 Kindle

Sobre Kaká Werá

Kaká Werá, índio de origem tapuia, foi adotado e adotou a cultura guarani como fundamento do seu viver. É escritor, autor de cinco livros abordando a temática indígena; integrante de um movimento que se utiliza da literatura como uma ferramenta de luta social que reúne hoje mais de 50 escritores indígenas.
Empreendedor social e ambientalista, reconhecido e premiado pela sua ação com diversas comunidades do sudeste do Brasil nos últimos vinte anos. Conselheiro da Bovespa Ambiental&Social desde 2003. Membro de juri do Premio Ford de Ecologia e do Premio Eco da Câmara do Comércio Exterior, foi responsável pelo fomento de inúmeras ações ambientais no terceiro setor e no meio empresarial.
Fundador e integrante da URI (Iniciativa das Religioes Unidas), com cadeira na ONU contra o sectarismo religioso, desde 1998.
Especializou-se em educação em valores humanos e cultura de paz através de diversos cursos e formações no Brasil e no Exterior, sendo o mais significativo seu aprendizado na Ín…

A LITERATURA INDÍGENA É A BOLA DA VEZ

Cristino Wapichana, escritor e coordenador do evento promovido pela Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil, que reuniu escritores indígenas de todo o país no Rio de Janeiro, foi um grande mestre de cerimônias do evento.
A literatura indígena hoje já produziu mais de 530 títulos que se desdobraram em alguns milhões de exemplares; divulgando a cultura indígena, seu pensamento e seus valores.

Do alto, nem sempre a visão é nítida.

Kaká Werá no Encontro de Escritores Indígenas

O Haiti é aqui.

Meu amigo Jhon é um haitiano que está no Brasil, em Santo André (SP), ensinando lingua portuguesa á seus conterrâneos que normalmente estão chegando pelo Acre. A situação lá é desoladora, terrível. E a nossa situação como um País que mantêm relações diplomáticas e de suporte social para com o Haiti é confusa. Não estamos preparados para o acolhimento social e a inserção dos nossos companheiros em nossa casa chamada Brasil. Enquanto isso, a gente se vira como pode. Existe a hospitalidade de amigos brasileiros de vários lugares, que, individualmente colaboram com o Jhon e seus conterraneos.

O Caminho

Embora cada um tenhamos um caminho único e próprio. Eles esta inserido dentro de um sistema de vida também único, segundo a tradição tupi-guarani, que é a idéia de que somos filhos de um casamento entre o céu e a terra. E desses pais recebemos suas dádivas na forma de inspiração, nutrição e criatividade.

Imersão com Roberto Crema

Nesta imersão com Roberto Crema foram abordados duas tradições ancestrais: a tradição do deserto, através dos mestres do sufismo sob a simbólica da famosa Conferência dos Pássaros. E a tradição da floresta, sob os auspícios da filosofia tupi-guarani, que fala do sistema de interdependencia e dos tres mundos interdimensionais.