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Uma ética para a vida

O cidadão brasileiro está indignado com a mentira e a corrupção e revela a grande crise desta época: ética e valores. Mesmo os que não se manifestaram nas ruas neste último domingo de março. No entanto, ainda assim a câmara federal tentou  mais uma vez colocar em curso a PEC 215, que transfere o poder de demarcação de terras indígenas do executivo para o legislativo. Com tantos temas urgentíssimos a serem colocados em pauta, como por exemplo uma ampla e profunda reforma política e tributária; sempre que possível tentam rapidamente colocar na ordem do dia este projeto de emenda que todos os povos indígenas do Brasil e aliados ambientalistas temem.

Porque dão tanta importância a esta pauta? Quem tem mais interesse neste tema? São aqueles que querem oficializar a devastação e a exploração indiscriminada da natureza em nome de um suposto desenvolvimento que não é mais plausível nos dias de hoje. Devastação essa que, segundo estudiosos do clima, é responsável também pela diminuição do fluxo de chuvas no cerrado e inclusive no sudeste do Brasil.


É preciso que a sociedade brasileira entenda que uma área demarcada é garantia de qualidade de vida não somente na região em que ela se situa, mas em todo o País. Pois inevitavelmente por si só irá garantir um equilíbrio de ecossistemas e consequentemente um equilíbrio no clima local e global. É necessário entendermos cada vez mais acuradamente que a vida é interdependente e um encadeamento de relações. Um pedaço de terra, um pequeno grotão de água, uma pequena porção de floresta ao norte do País pode garantir a saúde e a economia de um grande número de pessoas no sudeste.
Por isso, a questão dos direitos indígenas, de um modo indireto mas preciso, também é uma questão do direito de todos os cidadãos e cidadãs do Brasil, e é neste aspecto que peço o apoio de todos em relação á esta proposta, para que ela saia definitivamente da pauta do congresso.


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