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Nada a comemorar.

Desmatamento aumenta. As águas sendo tratadas como negócio. O clima em meio á debates de interesses meramente econômicos. As terras que deveriam ser destinadas aos remanescentes de antigas tradições sendo disputadas na base da tiro ou das negociatas parlamentares de interesses escusos. A bancada da bala ditando regras contra a paz. Por isso nesta semana de abril, onde se comemora o nascimento do Brasil, as lutas pela liberdade, a honra aos povos indígenas; não há nada a comemorar.
Temos muito o que refletir e muito o que fazer. Há um sentimento coletivo no ar, uma clara indignação mas uma difusa compreensão em relação ao que fazer.  Nuvens de dúvidas permeiam a sociedade e são pesadas e escuras.
Uma coisa é certa, precisamos resgatar algo de humano em nossas relações. Algo de genuinamente humano, que é a capacidade de pensar no futuro melhor para toda a coletividade de seres - incluindo os seres da natureza - e agir no presente nesta direção. Olhar adiante e agir no agora, como diz a sabedoria ancestral.
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