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Demarcação de terra favorece equilíbrio do clima no mundo

Esta semana ocorreu a Conferencia Nacional de Política Indigenista e também foram oficializados a demarcação de quatro territórios indígenas, todas do estado do Amazonas: Terra Indígena Arary, localizada no município de Borba, destinada à posse permanente do grupo indígena Mura; Terra Indígena Banawá, municípios de Canutama, Lábrea e Tapauá, destinada à posse permanente do grupo indígena Banawá; Terra Indígena Cajuhiri-Atravessado, localizada no município de Coari, destinada à posse permanente dos grupos indígenas Miranha, Cambeba e Tikuna; e Terra Indígena Tabocal, município de Careiro, destinada à posse permanente do grupo indígena Mura.
Além disso, foi criado oficialmente o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI); que em tese é responsável pela elaboração, acompanhamento e implementação de políticas públicas voltadas para povos indígenas (decreto 8.593/2015). 
Isto somente tem sido possível porque é o Poder Executivo que decide sobre a questão de demarcações, embora seja moroso. E também tem dado oportunidade de articulação de instituições e lideranças indígenas e indigenistas.
Se fosse de acordo, por exemplo, com a PEC 215, estas decisões estariam na mão do Congresso Nacional, com pessoas da mesma laia de Cunha tendo que decidir sobre terriórios e políticas públicas para estas culturas tradicionais. Ou seja, seria praticamente inviável haver qualquer tipo de participação democrática e cidadã no processo. 
Entre as dezenas de partidos políticos hoje constituídos, o Partido Verde (PV) é o único que articula a partir da audição de representantes das mais diversas origens, uma proposta de política pública nacional para povos indígenas. Muitas delas presentes na Conferencia Nacional que homologou a criação do Conselho Nacional de Política Indigenista. 
O PV é um dos pouquíssimos partidos atuantes dentro do Congresso Nacional pela causa, tendo participado da criação da Comissão Parlamentar para Assuntos Indígenas e apoiado os povos em temas relacionados á saúde, economia criativa e educação. 








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