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Tradição e Ancestralidade

Considero que o estudo de tradições antigas de sabedoria e culturas ancestrais deveriam ser uma disciplina obrigatória nos sistemas educacionais. Existe um motivo fundamental para isso. As experiencias daqueles que nos antecederam devem servir de base para o presente e de inspiração para o futuro. Além disso, os estudos destes saberes deveriam ser a partir de uma proposição holística. Ou seja, o que a ancestralidade da África, da China, da India, das Américas, dos Árabes possuem de essência consolidada em termos de sabedoria deveriam ser disponibilizados para as gerações presentes como uma maneira de inclusive promover a dissolução de estranhezas que geram preconceitos.
Vejo o mundo moderno perdido, embora dotado de sofisticados saberes tecnológicos, e frágil em relação á valores e sustentabilidade porque não tem um vínculo justamente com aquilo que permite algo se sustentar e gerar bons frutos: as raízes. E das raízes, o néctar de saberes que elas disponibilizam.
Considero que um educação ideal é aquela que estimule o respeito ás milenares experiencias, promova o espírito criativo e estruture a consciencia com valores universais. Por isso a ancestralidade das culturas e tradições são imprescindíveis. 
Também entendo que uma das fragilidades sociais do Brasil é justamente não olhar detidamente e respeitar as diversas culturas ancestrais que povoaram o País desde épocas remotas. O estado brasileiro desde o período das capitanias hereditárias, passando pelo Império e pela República até os tempos atuais tem agido com estas raízes como se elas não tivessem nenhuma contribuição á dar. Além do mais, não consideram as contribuições já dadas; não só em termos de genealogia como também em termos culturais e sociais.  Por isso creio que existe uma questão á resolver tão funda quando a questão econômica,  que é o valor das raízes para a árvore da nação.



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