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Mostrando postagens de Janeiro 31, 2016

O PODER DO RITO

A falta de ritos faz com que o caos predomine. O caos não gosta de ritos. Além disso, existem tipos de ritos distorcidos de sentimentos e propósitos que reforçam mais crenças errôneas e limitantes do que qualquer coisa. São ritos de perversidade, de manipulação, de humilhação, de promiscuidade, de desestruturação e exacerbação dos sentidos. Mas estes são os ritos trevosos. A importância dos ritos para a humanidade é ancestral. Na sabedoria indígena se diz que os ritos ajudam a humanidade á se manter na ordem cósmica que se expressa através da harmonia da natureza. Dai se deduz que o objetivo mais profundo dos ritos é promover a integração do ser humano á um estado harmônico.  Pois a natureza é essencialmente a harmonia em atividade.  Há também um outro sentido para o rito que diz respeito ás convenções sociais, aos deveres religiosos, aos comportamentos coletivos e individuais. De qualquer modo, seu principio parece ser o mesmo: direcionar sentimentos e sensações através de uma forma,…

Vivenciar a Natureza e sustentar a vida

O ser humano precisa urgentemente vivenciar mais a natureza. Sentir o chão através dos pés, sentir o solo com a sola dos pés livres. Sentir o aroma dos jardins, das matas, das montanhas, das praias. Mas sentir o aroma focado no sabor e prazer que ele proporciona. Tocar as mãos nas águas, nas corredeiras, nos pequenos rios e e pequenos riachos. Precisa tocar a transparência das águas. Isto é vivenciar a natureza. Precisa olhar o céu de noite sem a pressão dos compromissos nem das perturbações que as preocupações promovem. Precisa olhar o sol quando nasce. Precisa de tudo isso. E tudo isso é quase nada. mas imprescindível para a vida.
O ser humano precisa ir a praia para prestar-lhe reverência. Não para poluí-la com suas atitudes e resíduos dos supermercados.
O ser humano precisa ir á montanha para prestar-lhe reverência. Não para de um modo prepotente se achar superior á ela. Fincar uma bandeira e dizer: sou o melhor.
O ser humano precisa ir á floresta. Não para patentear suas riquezas…

O velho e o novo paradigma na questão indígena

As políticas públicas que o estado brasileiro tem proporcionado para os povos indígenas ainda seguem um modelo estruturado no período liderado pelo Marechal Rondon iniciado na década de 1950 e expandida na geração do indigenismo, cujos ícones referenciais: os irmãos Vilas Boas, se ancoram pela década de 1960 em diante. Esse modelo parte de uma premissa de incapacidade do exercício de cidadania por toda uma pluralidade étnica existente no Brasil e desconsidera descendentes diretos, a mestiçagem, os remanescentes, e a cidadania emergente de grupos e indivíduos que se acentua desde o início dos anos de 1990. O indigenismo que se operou na década de 50 representou um profundo avanço para época, pois no período de Velha República, do Império e anteriormente na época das capitanias hereditárias; a política pública para os povos originários era o escravagismo, a anulação de seus valores e crenças e o estímulo ao extermínio. No entanto, para os tempos atuais, as ações em relação aos povos remane…